Por que essa exposição? Saiba um pouco mais.

A cidade é muito mais do que um conjunto de edifícios onde moramos, trabalhamos e circulamos, ela também é símbolos e memórias, é a comunhão que mantemos com o lugar. Ela traz suas próprias características e histórias de diferentes épocas, povos, crenças, arte, moral, lei, costumes e experiências vividas pelo homem como membro da sociedade.

Viver a cidade é, entender que ela é um ser vivo, dinâmico, e que liga o homem a sua essência de viver em conjunto como um ser sociável. Ela produz interações socioespaciais ao aproximar a casa da rua, ao promover encontros e trocas de experiências. A residência ela conta a história de um povo, de uma geração, ela é um ato cultural, moldada pelas técnicas construtivas a partir dos materiais, tecnologias e progressos de cada época.

Patos é uma cidade que surge com a dinâmica comercial de interação entre povos, para venda e troca de mercadorias, assim, a cidade foi crescendo e ganhando forças sociais e políticas, na qual interferiam diretamente na construção de uma nova cidade, que se eleva a esse título no ano de 1903.

A difusão arquitetônica eclética toma conta dos edifícios que são mantidos no sítio histórico da cidade de Patos com fortes influencias dos estilos Neocolonial, Neoclassico, Arte deco, entre outros. As suas fachadas apresentan platibandas com uma série de adornos e figuras decorativas, que buscavam expressar não somente um movimento artístico, mas também uma afirmação diante da sociedade que usava como aquela que valoriza o progresso, firmava a classe a qual pertencia e identificava o seu status social. Independente da renda, o estilo foi replicado nas residências das mais diversas classes sociais, reproduzindo assim o estilo em alguns pontos com elementos mais simples e com menos detalhes.

Preservar a história da cidade é permitir a vivência da tradição no presente, é compreender as descobertas e processos genuínos de uma época e de um povo na ciência, na tecnologia e nas artes. O patrimônio histórico e cultural da cidade desperta na sociedade o sentimento de pertença que resgata a história, a memória e o significado.

É nesse resgate, que a Exposição Fotográfica A História que ainda não foi apagada se permite, não só a fazer um trabalho documental, mas também uma experiência de aproximar a população, principalmente, a Patoense, a esse universo arquitetônico e cultural das casas históricas da Morada do Sol.

Esse resgate fotográfico nos leva a caminhar por ruas ecasas belíssimas, e repletas de muitas prosas para nos contar, que vocês sintam-se a vontade para vislumbrar e viajar nas histórias fotográficas de cada uma das fachadas, e que a possamos presevar a cultura do nosso povo para que nossa história não seja apagada. Podem entrar...

Thiago Fernandes de Medeiros
Arquiteto e Urbanista
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